twitter youtube facebook linkedin email
Connect with:

Mundo AEC - Blog Oficial sobre AEC da Autodesk Brasil

A Autodesk, em parceria com a Leica Geosystems, Drone Imperial e Realize Tecnologia, iniciou, no final de 2017, um projeto para preservar digitalmente o Museu Imperial, mais popularmente conhecido como Palácio Imperial, localizado em Petrópolis, Rio de Janeiro. O edifício de arquitetura neoclássica é datado de 1862, foi o antigo Palácio de verão do Imperador brasileiro Dom Pedro II e atualmente está entre os 10 museus mais visitados do Brasil.

O Museu Imperial, considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO, possui o principal acervo do país relativo ao Império brasileiro, em especial o chamado Segundo Reinado, período governado por D. Pedro II. São cerca de 300 mil itens museológicos e bibliográficos à disposição de pesquisadores e demais interessados em conhecer um pouco mais sobre o tema.

Com o projeto de modelagem recentemente finalizado, o objetivo é  gerenciar melhor as questões de preservação do Palácio, bem como criar novas experiências para os visitantes. Agora, é possível ter dados detalhados que podem, por exemplo, calcular com precisão a quantidade de tinta necessária para preservar a pintura do local e tirar dados quantitativos. Quanto à experiência, as imagens captadas podem gerar uma vivência em realidade aumentada, visitas virtuais, maquete em 3D, entre outras iniciativas.

Confira as etapas e modos de trabalho que resultaram neste trabalho incrível executado pela Autodesk.

   

Escaneamento e captura:

A captação de imagens do Museu Imperial, toda parte externa da edificação e todo seu detalhamento, foi feita através da tecnologia de escaneamento a laser da Leica Geosystems. O aparelho que foi utilizado nesse projeto, o Laser Scan Station  P40, tem um alcance de 270 metros, velocidade de captura de um milhão de pontos por segundo e criação de imagem com até 700 Megapixels. Foram necessárias algumas trocas de posicionamento para medições em toda volta do Museu para que a edificação fosse escaneada por completo. Complementar à captação a laser, a Drone Imperial fez toda a captura de imagens externas e o mapeamento de todo Palácio e seus arredores com drones de alta performance.

Após todos os dados coletados, foi a vez da  Realize Tecnologia gerar toda documentação final da nuvem de pontos através do Software Autodesk ReCap.

Normalmente, a maioria dos trabalhos que são modelados em Revit sem a tecnologia do escâner a laser para criação da nuvem de pontos é feita a partir de medidas manuais e depois passada para o software a ser modelado em 3D. Isso, na maior parte dos casos, causa imprecisão e distorção do trabalho final em consequência de possíveis erros de fechamento e cálculo da medição, algo que, com a nuvem de pontos, é reduzido quase que em sua totalidade.

Análise dos dados recebidos:

Após toda a documentação e captura finalizada, a Autodesk nomeou uma pessoa responsável da equipe técnica de AEC para estudar esses dados e iniciar o processo de modelagem do Museu Imperial no software Autodesk Revit 2019.

Através de todas as fotos registradas do local, dos vídeos de auxilio para compreensão geral, da nuvem de pontos criada pelo Autodesk Recap e muito estudo por trás da historia do edifício a ser modelado, iniciou-se o projeto no Revit.

O Processo:

Com a nuvem de pontos do escaneamento a laser e as fotos feitas por drone concluídas, foi possível transportar o levantamento para o Revit.

Transposição da Nuvem de Pontos do Recap para o Revit:

  

Imagens da Nuvem de Pontos na visualização no software Autodesk Recap. Nele é possível visualizar a Nuvem 360°, assim como recortar partes interessantes da mesma e até mesmo tirar medidas.

No Revit a transposição da Nuvem de Pontos para o software foi realizada seguindo os seguintes passos:

Menu > Insert> Point Cloud > selecione a Nuvem de Pontos do arquivo .rcp ou .rcs

Com a Nuvem de Pontos do edifício todo no Revit é possível analisá-la em qualquer vista tridimensional ou projeção ortográfica.

    

Organização, preparação e criação de famílias no Revit:

Um grande passo a ser realizado para organização do processo foi a criação de todas as famílias do conjunto neoclássico do século XIX no Revit. Portas, janelas, colunas, frontões, vasos, contornos de parede, ornamentos de fachada, parapeitos balaustrados, etc.. Tudo foi criado no Revit a partir da nuvem de pontos para que fosse realizada a modelagem em 3D com o máximo de detalhamento possível.

Modelagem geral no Revit:

A partir da criação de todas as famílias necessárias para a modelagem do edifício, o processo de construção virtual seguiu no Revit normalmente, sempre balizado pela nuvem de pontos. Paredes nas espessuras corretas, telhados com a inclinação do projeto, escadas, rampas, estruturas, tudo em sua forma exata pautado pela nuvem de pontos e sempre com a materialidade adequada, para criar um modelo o mais semelhante possível ao existente.

Modelo finalizado:

  

 

 

 

 

 

 

Link para visualização do projeto final renderizado no Revit em vista panorâmica: Modelagem Museu Imperial de Petrópolis

Camila Tauil

Estudante de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Já teve a oportunidade de conhecer escritórios de Arquitetura, executar projetos curriculares e extracurriculares, visitar obras e agora integra a equipe técnica AEC da Autodesk Brasil.

6 Comments

View by:
Most Recent Oldest
  1. Pingback: Museu ganha modelagem digital do Palácio Imperial | Conselho Nacional de Política Cultural

  2. Pingback: Notícias - Portal do Instituto Brasileiro de Museus

  3. Pingback: O incêndio no Museu Nacional e a falta de investimento em documentação digital de edifícios históricos | Mundo AEC - Autodesk

  4. Pingback: Modelagem Museu Imperial de Petrópolis com Nuvem de Pontos: Desafios e aprendizados | Mundo AEC - Autodesk

  5. lorena.marcia

    1

    0

    Ótimo trabalho Camila, Parabéns!

  6. helenatalerman

    1

    0

    Eu adorei a matéria, e achei razoavelmente simples importar as informações, o mais difícil é fazer a leitura, imagino.