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Por Dentro da Autodesk Brasil

Andrade Gutierrez quebra paradigmas com tecnologia Autodesk

Priscilla Fiorin
December 16, 2020

Uma construtora que está no mercado há sete décadas se mantém relevante por acompanhar as mudanças da indústria de forma equilibrada, porém disruptiva. Foi assim que a AG (Andrade Gutierrez) entendeu que o BIM (Building Information Modeling) era um passo que tinha de ser dado para melhorar processos de projeto e execução de obras.

Há três anos, quando detectaram essa necessidade, um grupo de trabalho foi designado a estudar e implantar o BIM e foi nomeado de “BimAGine”, uma junção de tudo que este grupo simbolizava, uma nova metodologia que deveria ser implementada de forma a imaginar a integração de todos os setores e anos de experiencia da AG. Para que isso fosse efetivo e sua implantação bem sucedida, um plano de três anos foi elaborado. Neste plano estava incluído um evento para que toda a empresa entendesse o peso do BIM e seu movimento sem volta.

Dentro de toda implementação de BIM, temos os três pilares básicos, que são Processos, Pessoas e Tecnologia. A tecnologia Autodesk foi selecionada, pelos benefícios que suas ferramentas trazem, além da interoperabilidade que a plataforma permite. Ou seja, mesmo que outras ferramentas de tecnologia sejam usadas, a plataforma Autodesk permite que elas conversem entre si.

Em 2018 um roadmap de implantação foi criado e em 2019 foram feitos diversos treinamentos e palestras para desmistificar a adoção da nova metodologia. O BIM então foi usado em  pilotos de obras como uma forma de testar a inovação na prática.

“Apesar do choque de realidade inicial, operacionalmente o BIM foi muito bem recepcionado pela equipe interna”, afirma Erik Vinicius de Aquino Santos, gerente de implantação de processos digitais  e BIM na Andrade Gutierrez.

Houve dificuldade inicial de entendimento do novo processo, mas todo o ecossistema da empresa, interno e externo, entendeu que essa mudança  será benéfica e vantajosa.

“A gestão das empresas projetistas contratadas por nós também foi uma questão que consideramos, uma vez que a partir de agora exigimos que elas trabalhem com a metodologia”, diz Erik.

Quebra de Paradigmas

Atualmente a AG tem quebrado paradigmas ao usar o BIM 360 para um ambiente de colaboração em que todos os documentos sejam integrados e acessados por toda a equipe em tempo real. Além disso, a empresa tem uma equipe própria e dedicada para suportar, treinar e estruturar o adequado uso da metodologia em nossas obras e estudos de propostas.

“Já é uma realidade que o processo esteja integrado e assim o conhecimento não se perde”, afirma Caroline de Oliveira Monzani Garcia, Especialista BIM, na AG.

Um exemplo é o Parque Solar do Ceará, que apesar da modelagem em 3D ter sido iniciada tardiamente, será o primeiro parque solar do Brasil,  a ser totalmente feito em BIM – do projeto à obra. Esta construção será entregue em abril do ano que vem.

A contratante desta obra não exigiu nada em BIM, mas por uma diretriz da AG, o projeto está sendo executado desta forma, visando ao final do contrato termos todas as informações concentradas e atualizadas no modelo digital de projeto, permitindo uso na fase de Operação e Manutenção do parque solar, sem nenhum custo extra fosse adicionado ao contrato.

O futuro

O próximo passo, já incluído no plano dos próximos três anos, é a implantação do BIM 360 Build, para levar digitalização ao campo de obra.

Há também uma equipe que já está estudando a implantação do BIM 5D, como forma de dar mais um passo nos benefícios que a metodologia pode trazer. BIM 5D diz respeito a, além dos dados extraídos referentes a obra em si, ter um orçamento mais acurado de cada projeto.

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    Priscilla Fiorin

    Priscilla Fiorin é jornalista e trabalha há 20 anos no setor de tecnologia. Há 8 na Autodesk, é responsável pelas ações de Brand Marketing da empresa.

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