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Por Dentro da Autodesk Brasil

Insole adota BIM Autodesk com foco na transformação digital do segmento da indústria de geração de energia solar distribuída

Priscilla Fiorin
May 28, 2021

O propósito da Insole, primeira Clean Fintech do Brasil, é ajudar as pessoas a mudar a forma como consomem energia, oferecendo soluções financeiras através da conta de luz. O cliente faz a portabilidade da conta de energia para a Insole, que por sua vez, elabora e desenvolve projetos de captação solar, tanto para empresas, quanto para consumidores finais, que acreditam que a energia limpa é um mundo de possibilidades, sustentabilidade e economia para realizar muito mais sonhos. Atualmente, a Insole conta com mais de 5 mil sistemas instalados em todo o país, sendo consagrada como uma das maiores empresas de geração distribuída do Brasil.

Desde o nascimento da empresa, em 2013, os projetos já eram elaborados com o AutoCAD, mas face ao crescimento acelerado fruto da visão de varejo adotada ao negócio nos últimos anos foi vista a necessidade de inovar na forma de fazer engenharia, bem como a integração com outras plataformas. Foi assim que a partir de 2020 após muita pesquisa, a Insole criou sua própria metodologia adotando o Autodesk Revit como pilar para projetos em 3D e posteriormente outras ferramentas que permitem não apenas a visualização e entendimento do projeto, mas simulação e análise, e até mesmo realidade aumentada. Estes recursos, segundo Ananias Gomes, CEO da Insole, permitiu aumentar a produtividade e a gestão de custos de todos os projetos dentro de uma dinâmica de linha de produção industrial.

A adoção do BIM, com apoio da revenda AX4B, foi feita em tempo recorde. O início do processo foi em janeiro, o projeto piloto foi realizado em julho e em outubro a metodologia foi definitivamente implantada.

Chama a atenção que todo o processo de implementação do BIM foi feito em um ano desafiador, em que o mundo teve que lidar com uma pandemia e limitações por ela impostas. Para isso, a Insole criou um núcleo que ficou focado no entendimento da metodologia enquanto os projetos seguiam sendo executados da forma tradicional, de modo que nenhum cliente fosse prejudicado.

Para criar um projeto de instalação de painéis solares, a área onde estes serão alocados deve ser cadastrada. Anteriormente, isso era feito de modo quase artesanal com medidas coletadas por um consultor técnico. Mesmo com uso de drones, as informações do perímetro estudado eram limitadas a medição de distâncias. Isso acabava expondo dados que não eram considerados e, portanto, a Insole entendeu que devia ir além dessa informação e agir de forma mais assertiva.

Hoje, por meio das imagens capturadas pelos drones, gera-se uma nuvem de pontos com o Autodesk Recap, que permite o uso de informações de contexto na simulação de detalhes estratégicos para a eficiência do uso de energia solar.

“Imagine que a imagem capturada tenha uma árvore, mas a questão da poda não é considerada? Ou o comportamento do sol ao longo de um ano? Essas são informações essenciais na hora de criar um projeto e instalar os painéis, para que nenhum estímulo solar seja desperdiçado. Com as ferramentas da Autodesk ficou muito mais fácil prever esse tipo de detalhe e entregar soluções efetivas para nossos clientes”, explica Ana Cláudia, gerente de projetos e inovação da empresa.

Outro ponto de automatizar o processo é poder reportar o quantitativo de cada projeto com mais precisão. Com isso, a análise de custos e controle de qualidade foram levadas a outro patamar.

“A adoção do BIM em uma indústria que ainda não está totalmente inserida nessa metodologia foi um divisor de águas para a gente. Acelerando o processo de transformação digital diminuído a interação humana e integração de processos. Desta forma, dobramos a produtividade e a redução de 50% no custo dos projetos. Isso sem contar que as informações obtidas por meio do BIM puderam integrar outras áreas da empresa e assim facilitar a tomada de decisão”, afirma Ananias Gomes.

A Insole, que é signatária do Pacto Global da ONU, reporta uma série de resultados que vão além da questão da tecnologia, mas que só foram alcançados por meio dela adotando práticas ESG. Entre eles, com a implantação dos projetos de energia solar, quase 5 mil árvores foram poupadas e houve redução de 789,89 toneladas de emissão de gás carbônico, e engajamento social da empresa em ações sociais em 2020, ano em que o BIM foi implantado.

“Desde que iniciamos o trabalho junto com a Insole para a aplicação das soluções Autodesk, percebemos que era algo totalmente inovador nesse setor e prontamente direcionamos o time técnico da AX4B para apoiar de forma consultiva na construção e escolha das ferramentas ideais com base nos objetivos. Suportamos a equipe da Insole com treinamentos pontuais e apoio na criação de alguns procedimentos, como por exemplo o de levantamento e processamento de dados capturados por drones”, explica Thiago Miranda, líder de negócios de design e engenharia da AX4B.

“Para nós da Autodesk é muito gratificante ver uma empresa tão inovadora como essa ter esse nível de maturidade na adoção da metodologia BIM. É um exemplo prático de como nossas ferramentas contribuem para a construção de um mundo melhor”, afirma Fernanda Machado, especialista técnica da Autodesk Brasil.

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Priscilla Fiorin

Priscilla Fiorin é jornalista e trabalha há 20 anos no setor de tecnologia. Há 8 na Autodesk, é responsável pelas ações de Brand Marketing da empresa.

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  1. AvatarcesouzaRM9CJ

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    Perfeito Priscilla! Os pilares da minha atuação profissional, não vou dizer paixão p não ficar chato rs rs, são exatamente a digitalização dos projetos no setor de AEC e a sua correspondência para o atendimento dos desafios ambientais a que estamos mais pressionados nos últimos anos. Aqui esta um exemplo para a geração distribuída de energia fotovoltaica. Gostaria de ver mais exemplos que embarcassem no setor industrial e tais princípios sejam propagados, também, para os projetos de energias renováveis de outros setores. Particularmente, hoje dou atenção aos de energia da biomassa e H2. É um espectro extremamente amplo, mas que agora contamos com uma participação maior de empresas como a Autodesk. Fico no aguardo de mais publicações como essa.

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