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Mundo AEC - Blog Oficial sobre AEC da Autodesk Brasil

Você é uma pessoa inteligente. Na verdade, você se tornou a pessoa que você é hoje através de um processo de aprendizado contínuo habilitado por conexões sinápticas em seu cérebro. E, porque “aprender organiza e reorganiza o cérebro”, esse processo melhora ao longo do tempo. Você é muito mais inteligente hoje do que você era, digamos, quando adolescente.

Renderização de linha de trem em Sydney.

Da mesma forma, uma cidade pode fazer uso de conexões —  conexões de dados — para se tornar uma cidade inteligente. Como cada cidade inclui o uso de sistemas de infraestrutura, essas conexões de dados permitem que a cidade opere de forma mais inteligente e com processos mais eficientes que melhoram a funcionalidade e a resiliência de sua infraestrutura — a partir dos sistemas de transporte dos quais dependemos para atravessar a cidade, sistemas hidrológicos que direcionam a água da tempestade e impedem inundações e o uso sustentável da terra em que nós construímos — ajudando a melhorar como as pessoas interagem com o ambiente construído todo dia.

O BIM é um processo inteligente baseado em modelo 3D que oferece aos profissionais de arquitetura, engenharia e construção (AEC) a visão e as ferramentas para planejar, projetar, construir e gerenciar mais eficientemente construções e infraestrutura. O BIM contribui com enormes bancos de dados que descrevem a infraestrutura, os sistemas e as construções da cidade e como operam. É fácil ver como os dados disponíveis  se tornam rapidamente grandes dados e fontes de informação altamente úteis.

Os modelos ricos em dados permitem análises e simulações que podem demonstrar o desempenho do projeto e sugerir opções para melhorias, mesmo antes de infringir o solo. Por exemplo, o North West Rail Link de Sydney, que deverá ser aberto em 2019, é um projeto de trânsito ferroviário encomendado em BIM, que inclui 24 km de novas linhas ferroviárias e os mais longos túneis ferroviários da Austrália. A abordagem baseada em modelo permitiu que as equipes de projeto colaborassem e identificassem melhorias de projeto que reduziram os custos de construção.

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Sustentabilidade no Centro de D.C. ecoDistrict.

O processo BIM também permite que as partes interessadas considerem mais facilmente as preocupações regulatórias, ambientais e públicas que podem ajudar a contribuir para a sustentabilidade. Washington D.C. tem uma visão para seu Sustainable DC 2032, que inclui a criação de um modelo de cidade rica em dados que outras agências municipais podem acessar. O modelo ajudará a identificar os cenários de melhor caso para políticas futuras, o uso de novas tecnologias e o planejamento do desenvolvimento.

O novo Aeroporto Internacional da Cidade do México, Nuevo Aeropuerto Internacional de la Ciudad de Mexico – NICM, será um dos maiores do mundo. A empresa de arquitetura Foster + Partners e a FR-EE projetaram-no para ser sustentável, incluindo sistemas para fornecimento de energia renovável, coleta de águas pluviais, reutilização de água e muito mais. A análise do modelo 3D foi fundamental para estudos de iluminação, vento e energia. “… os modelos BIM e o fluxo de trabalho geral… nos permitiram navegar pelo modelo com renderização em tempo real, dando-nos uma melhor compreensão das questões existentes e nos permitindo evoluir soluções colaborativas com as diversas equipes de projetos”, de acordo com Jesus Perucho Alcalde da Foster + Partners. Muito esperto. Intencionalmente sustentável.

O que significa ser inteligente é diferente de cidade para cidade porque cada cidade é diferente. Cada cidade tem seu próprio contexto: cada um tem sua própria geografia, geologia, condições climáticas; cada um tem sistemas de infraestrutura exclusivos; cada um é governado pela liderança e pelas políticas que evoluíram para encontrar sua própria população diversificada. Dados em contexto é o que importa e o que funciona para cada cidade.

Imagem cortesia da Foster + Partners.

Tome, por exemplo, o projeto da complexa linha de metrô em construção em Istambul, uma cidade portuária de 14,8 milhões pessoas. Anteriormente Constantinopla, e antes de Byzantium (660 A.C.), Istambul tem uma rica história que vai longe, o que quer dizer que o projeto teve de se encarregar de muitas escavações arqueológicas e lidar com soluções alternativas para edifícios históricos. Admiravelmente, o município vê este custo de investimento em BIM como P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), pois destina-se a inspirar futuros projetos de transporte na Turquia.

Mais uma vez, pense na riqueza de dados. As alternativas preliminares de projetos baseados em BIM informaram problemas de construtividade. As condições de terreno de Istambul e as posições de estruturas foram analisadas usando modelos 3D para ajudar a explicar as condições para os gestores. Visualizações informaram o público. Durante a detalhada fase de projeto, os fluxos de trabalho BIM ajudaram a selecionar os projetos mais viáveis e eficientes. Análise e simulação integradas guiaram o agendamento de revisões que aumentaram a segurança dos passageiros e minimizaram danos durante o projeto.

Condições de terreno de Istambul e do entorno, é claro, descrevem os atributos físicos que o molda. Agora é previsto a integração de dados inteligentes BIM  com dados GIS. A tecnologia GIS pode ser usada para capturar, armazenar, analisar e exibir dados geográficos, seja de uma característica geológica, de uma estrutura feita pelo homem ou de qualquer posição na superfície da terra. Urbanistas e projetistas serão capazes de entender melhor como os projetos de infraestrutura se encaixam dentro do contexto de um ecossistema do entorno.

Análise e simulação integradas.

A combinação de dados de projeto e dados geoespaciais tem a promessa de planejar, projetar e gerenciar cidades inteligentes. Falando sobre a recém-anunciada parceria Autodesk-Esri, o CEO da Autodesk, Andrew Anagnost, diz: “Nossos objetivos são proporcionar aos planejadores da indústria e da cidade a capacidade de projetar no contexto do mundo real. Isso permitirá que as comunidades construam cidades mais conectadas e resilientes e uma infraestrutura com um olhar focado na sustentabilidade.”

A competência da Esri no The Science of Where™ + as ferramentas da Autodesk que permitem que projetistas e engenheiros Make Anything™ requerem acesso a uma coisa: dados. Só precisamos colocá-los em prática.

Para uma cidade inteligente, o que importa é conectar os dados (não os pontos) com a tecnologia certa. Quando seus sistemas de infraestrutura — energia, água, transporte, construções — podem falar uns com os outros, os benefícios podem ser de longo alcance. Se uma cidade tem a visão e a vontade, as oportunidades existem para ser produtivo e acessível, mas também habitável com um foco claro em servir os seus cidadãos. Servir você.

Você é inteligente. Você está dentro, certo?

 

Por: Bobby del Rosario
Tradução: Juliana Conde
Post original: http://www.infrastructure-reimagined.com/smart-city

Juliana Conde

Juliana Conde é estudante de Engenharia Civil na Universidade Presbiteriana Mackenzie, possui experiência na área de urbanismo, atuando na fase de pré-licitação de projetos de parceria público privada de iluminação pública, já tendo contato com softwares de geoprocessamento e agora integra a equipe técnica AEC da Autodesk Brasil. Mais sobre ela, acesse seu perfil do LinkedIn: www.linkedin.com/in/juliana-conde-perfil

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