Concremat agiliza projetos em diversas áreas com uso de soluções Autodesk

A Concremat Engenharia e Tecnologia, maior empresa de projetos e consultoria do Brasil*, tem se tornado também uma das maiores usuárias do portfólio de soluções da Autodesk. Desde 2018, a companhia vem fortalecendo sua posição de destaque no mercado nacional com o uso de soluções que agilizem tanto o projeto quanto o gerenciamento de suas obras.

Uma das soluções adotadas pelo setor de projetos de infraestrutura da companhia para agilizar as tomadas de decisões e o processo de elaboração de desenhos foi o Autodesk Dynamo empregado no Civil 3D com COGO Points, pontos georreferenciados com atributos. Os COGO Points são um ótimo recurso nativo do Civil 3D, que possui diversas vantagens de uso, a exemplo da extração de planilhas de dados e quantitativos de cada elemento ou grupo de elementos.

Por meio de programação visual utilizando o Dynamo, é possível inserir os atributos em cada um dos COGO Points, que são locados em um grupo específico. Esses grupos são responsáveis por definir a representação gráfica, 2D e 3D, padronizada pela Concremat, facilitando a visualização e otimizando o tempo gasto na elaboração dos desenhos e dos modelos para detecção de interferências (clash detection). Atualmente, esse processo está sendo utilizado no pós-tratamento dos modelos recebidos de levantamentos topográficos.

Outro grande desafio presente no dia a dia da Concremat é reduzir custos e prazos, sempre mantendo a qualidade de entrega dos serviços. Tendo como uma realidade desenvolver soluções tecnológicas e investindo muito na aplicação da metodologia BIM (Building Information Modeling), a companhia agilizou seus processos na elaboração de desenhos técnicos com a utilização do Autodesk Dynamo no Revit, reduzindo em cerca de 80% o tempo gasto na elaboração tanto de desenhos de fôrma de concreto como de desenhos hidromecânicos em projetos de elevatórias de esgoto.

“A utilização de programação no Dynamo permitiu que a equipe fosse além dos comandos nativos dos softwares, otimizando tempo e atuando nos pontos que eram tidos como repetitivos”, avalia Lucas Cirilo Borba, modelador BIM da área de Estudos e Projetos da Concremat. “Em um dos casos de utilização, os projetos eram realizados em planilhas compartilhadas com os projetistas para a elaboração de desenhos. Com o Dynamo, o processo foi automatizado, reduzindo em 70% o tempo gasto pelo projetista”, afirma.

O conceito BIM também foi utilizado pela Concremat para a idealização de um uso inédito para o Infraworks, software da Autodesk utilizado nas fases de planejamento e concepção de projetos de engenharia. Em busca de mais eficiência na mitigação de riscos, a Diretoria Técnica de Integração e Processos (DTIP) da empresa em conjunto com as unidades de negócio de EPC e Saneamento passou a aplicar o programa para a realização de simulações das etapas de obra.  Usada durante a etapa de licenciamento de um projeto de infraestrutura de saneamento, a ferramenta identificou um volume de terra 10 vezes maior a ser escavado do que o previsto na modelagem tradicional.

A ideia de usar o Infraworks em simulações na pré-obra ganhou impulso na Concremat após a avaliação positiva nas obras do Porto São Luís, no Maranhão. No projeto, foram feitas simulações de terraplenagem e representação do plano de ataque das obras. “Com base no estudo em 2D realizado pela equipe de Estudos e Projetos, o software realizou uma análise visual em 3D das interferências entre as áreas ocupadas do terreno e o plano de terraplenagem preliminar para início dos serviços offshore, auxiliando a definição da melhor solução disponível”, explica Leandro Peres, gerente de planejamento do EPC.

Outra vantagem é a agilidade. Um estudo para definir as vias de acesso para moradores remanescentes ao longo do trajeto de uma barragem apresentou seis possibilidades de traçado de via. “A inteligência da ferramenta conseguiu delimitar as duas vias com a melhor relação custo-benefício e a entrega aconteceu em um prazo 60% mais curto do que no modelo de trabalho convencional”, afirma o coordenador de contratos, Tibério Valsecchi.

“As funcionalidades nativas de modelagem e de importação de modelos da ferramenta, aliadas ao seu poder gráfico, facilitaram a representação e a compreensão do plano de ataque das obras em um curto prazo. A modelagem 3D facilita a visualização das intervenções e o uso da solução nos permitiu visualizar o detalhamento do projeto e reduzir bastante eventuais correções”, complementa o coordenador de implantação da DTIP, Alexandre Praxedes.

 

Energia

Em outra frente, a Concremat vem utilizando diversos recursos da solução Autodesk AutoCAD Map 3D para subsidiar o desenvolvimento de seus projetos de linha de transmissão. O AutoCAD Map 3D é um software de planejamento e gerenciamento de infraestruturas incluído na assinatura do AutoCAD e da AEC Collection. A solução se baseia em modelos e proporciona um amplo acesso a dados CAD e GIS, auxiliando o usuário a fundamentar suas decisões de projeto e gerenciamento.

 

Com a ajuda de modelos de dados, ferramentas de análise inteligentes e padrões de mercado, os profissionais de infraestrutura podem aplicar normas locais ou específicas da disciplina para aumentar a produtividade, gerenciar melhor os ativos de uma infraestrutura e assegurar a qualidade dos dados de geoprocessamento em seus projetos.

 

“A utilização do geoprocessamento em projetos de grande extensão mostrou-se relevante durante o ano 2019. Implementamos uma estratégia de utilização do AutoCAD Map 3D para controle de status de linhas de transmissão com pelo menos 35km de extensão, tornando o mapeamento do plano de ataque e de possíveis interferências de entorno mais visual e simples de ser interpretado”, revela Leonardo Factori, arquiteto da Diretoria Técnica de Integração e Processos da companhia.

 

O AutoCAD Map 3D serviu como interface para a integração da geometria do traçado com as informações do banco de dados, possibilitando trabalhar com uma grande quantidade de dados de forma mais ágil e facilitada. Após a estruturação inicial do sistema, foram implantadas melhorias que possibilitaram outras visualizações das informações contidas na linha de transmissão, como publicação do mapa em visualizador web; desenvolvimento de sistema web para atualização do mapa; e integração do banco de dados com o Power BI.

 

Planos futuros

A inovação não para por aí. A Concremat planeja agora a integração do BIM com o LEAN (metodologia para aumentar a eficiência no canteiro de obras). O BIM entraria como meio de organizar as informações e colocar isso no campo de forma que possa ser integrado e utilizado. “Trata-se da utilização conjunta das duas metodologias. Seria utilizar o BIM para maximizar os ganhos do LEAN e, para isso, passaremos a planejar projetos integrando conceitos e ferramentas das duas metodologias”, afirma Guilherme Borges, coordenador de engenharia da Diretoria Técnica de Integração e Processos da companhia.

Além disso, neste ano de 2020, a empresa iniciou seus primeiros contatos com o conceito de Digital Twins através do Autodesk Forge, sendo a única empresa brasileira de engenharia a participar dos dois Autodesk Forge Accelerator online realizados até aqui. “Sem dúvida, participar desses eventos foi muito importante para a nossa entrada no mundo dos Digital Twins e contribuiu bastante para os avanços que tivemos até aqui”, comenta Praxedes.

 

*Segundo a última edição do levantamento anual “500 Grandes da Construção – Ranking da Engenharia Brasileira”, promovido pela revista O Empreiteiro.

A.Furcolin conecta natureza e tecnologia com plataforma Autodesk

Empresa de Paisagismo é pioneira na utilização de BIM no Brasil.

Como seria um projeto de paisagismo em que todos os detalhes das espécies envolvidas, bem como informações de manutenção pudessem ser associadas à tecnologia? O tradicional escritório de paisagismo A. Furcolin, baseado na região de Campinas, tem respondido esta pergunta por meio de projetos cada vez mais sofisticados ao ser pioneiro no uso da metodologia BIM (Building Information Modeling).

Mais do que isso, a pergunta que a equipe do A. Furcolin fez é: por que ninguém está fazendo isso ainda, uma vez que a tecnologia interfere na qualidade de cada projeto.

A empresa foi fundada há 40 anos pelo engenheiro agrônomo Alexandre Furcolin que logo entendeu que a associação com a arquitetura era inevitável. Os projetos iniciais eram jardins simples, mas com o passar do tempo a empresa conquistou contratos de maior escala como revitalização de praças e áreas verdes de condomínios tanto residenciais, quanto comerciais.

A princípio, a ferramante usada era o AutoCAD. Anos depois, seu filho Andre, ao concluir o curso de arquitetura, entendeu que o uso de tecnologia avançada poderia trazer um diferencial para a empresa e propôs a utilização do Autodesk Revit e Dynamo.

A mudança de chave não foi simples, porém foi bem recebida pela equipe do escritório. Andre, que hoje encabeça a frente de desenvolvimento tecnológico e Paula Pereira, coordenadora de BIM da empresa criaram um treinamento interno, específico para o desenvolvimento de projetos associados à botânica e arquitetura externa. O treinamento foi aplicado durante três meses e serviu, além de capacitar a equipe no uso do BIM, para desmistificar que os modelos em 3D pudessem diminuir a expressão artística que é característica dos trabalhos da empresa.

“O uso do BIM aumentou em 70% a carga de informações técnicas apresentadas, além de aumentar o domínio dos profissionais sobre as técnicas e soluções”, afirma Paula.

De acorco com a profissional, o uso do BIM facilita a missão de reconectar pessoas com jardins produtivos, que não são apenas ornamentais.

“Além do Revit, que nos permite modelar e quantificar tudo de forma muito eficiente, o Dynamo nos ajuda a cruzar informações que nos permite análises mais precisas, como informações detalhadas sobre as espécies, necessidade de irrigação e incidência solar de cada uma, análise de ventos e informações do solo”, conclui Andre.

A equipe de arquitetos da empresa, que conta com sete pessoas, criou uma biblioteca BIM que inclui detalhes de mais de 500 espécies vegetais, tais como tamanho, origem, clima, período de floração, fotos, entre outros diversos detalhes. O próximo passo será incluir o peso de cada espécie a fim de possibilitar cálculos estruturais que considerem o peso do jardim sobre lajes, além de verificar a interferência de suas raízes com projetos hidráulicos, por exemplo, tornando a contabilização entre equipes mais eficiente.

A empresa vai muito além no que se trata do aproveitamento das tecnologias existentes. Além do uso pioneiro do Autodesk Revit para esse fim no Brasil, eles utilizam Drones como apoio para diversos fins no desenvolvimento dos projetos e usam realidade virtual para que os clientes possam experimentar o jardim ainda na etapa de projeto. Outro passo é a criação de um laboratório de tecnologia dentro da A. Furcolin para testar novas técnicas e soluções. Neste laboratório serão incluídos diversos recursos, como impressão 3D e recursos para analises vegetais.

O resultado é que há três anos a empresa cresce exponencialmente por conta do uso da tecnologia.

“Nossos clientes ficam impressionados com os resultados e isso significa um aumento de possibilidades para a empresa em diversos sentidos”, diz Paula.

“O principal desafio que enfrentamos é conscientizar e engajar nossos parceiros no uso do BIM para tornar nossos projetos mais eficientes no que diz respeito ao uso de tecnologias inovadors nas outras esferas, como outros projetos complementares, obra e manutenção dos jardins”, conclui a arquiteta.

“Nós da Autodesk ficamos cada vez mais impressionados com a forma que nossos clientes aplicam a tecnologia para melhorar suas atividades e encantar seus clientes. Afinal, no final do dia são eles que vão ter o beneficio que propomos com nossas soluções. O uso do BIM para paisagismo é uma aplicação inédita no Brasil e certamente oferece um diferencial para a A. Furcolin”, afirma Pedro Soethe, líder do time técnico da Autodesk Brasil.

VZ&CO realiza 99% dos seus projetos usando a tecnologia Autodesk Revit

 

Para se manter ativa e relevante no mercado em que atua há 20 anos, o escritório de arquitetura comercial Vera Zaffari & Co, o maior da região sul do Brasil, adotou a transformação digital como bandeira para o seu negócio, a fim de melhorar processos que impactem positivamente na percepção dos seus clientes. Hoje, 99% dos seus projetos são criados com a metodologia BIM (Building Information Modeling), usando o Autodesk Revit, software com recursos para arquitetura, estruturas e instalações.

Em 2013, a empresa optou pela aplicação do BIM, baseado nas ferramentas da      Autodesk, para acompanhar o ritmo de expansão dos seus clientes e tornar os projetos mais didáticos ao apresentar para pessoas sem conhecimento técnico. Para esta mudança de chave foi feito um estudo preliminar que elegeu como a melhor solução o Autodesk Revit. Foram feitas reuniões de sensibilização da equipe e treinamentos para que todos se adaptassem ao novo formato de trabalho.

Um dos resultados é que nos últimos cinco anos, o escritório já planejou e executou mais de 500 mil m² em 180 projetos, a maioria no setor de varejo.

“Desta forma conseguimos conscientizar e unir todos os parceiros responsáveis pelas mais diversas disciplinas, como projetistas estruturais, elétricos, entre outras”, afirma Graciela Harb Zaffari, gerente de projetos da empresa. Segundo ela, o grupo entende que trabalhar em uma plataforma única trazia vantagens, especialmente para o setor de varejo que exige rapidez na elaboração e execução de projetos.

“Outra vantagem que o projeto em BIM traz é poder estudar com maior agilidade opções o layout da loja a fim de dispor produtos, planejar posicionamento de mobiliário e planejar fluxo de clientes de forma a ser mais assertiva para uma loja de roupas e acessórios, por exemplo”, explica Graciela.

De acordo com Graciela, apenas intervenções específicas são feitas no AutoCAD – programa de Desenho Assistido por Computador – CAD (do inglês: computer aided design) em 2D. Geralmente pequenas intervenções que não justificam o uso de modelagem paramétrica.

Assim, a equipe da Vera Zaffari & Co conta com projetos mais assertivos e com menos falhas, o que traz um incremento para a qualidade do que é entregue ao cliente. Com o uso do Autodesk Dynamo, ferramenta desenvolvida para estender as funcionalidades do Autodesk Revit, é possível integrar projetos com mais inteligência.

Para o futuro, a empresa pretende catequisar o mercado a usar o benefício do BIM na manutenção dos espaços projetados e construídos e na conservação dos ambientes.

Hoje, a equipe da VZ&CO já lança mão de ferramentas como o BIM 360 Docs e o BIM 360 Design para tornar os projetos mais ágeis, especialmente neste momento de distanciamento social, em que projetos na nuvem são estratégicos.

Outra expectativa é explorar a inteligência artificial que as ferramentas de projeto generativo do pacote de ferramentas AEC Collection oferece para tornar os projetos cada vez mais ágeis e com mais possibilidades. As soluções da coleção dão suporte a projetos de arquitetura, engenharia e construção, desde o início do projeto até a construção.

“Entendemos que nossos clientes buscam a tecnologia Autodesk para oferecerem cada vez mais em um mercado altamente competitivo e ficamos orgulhosos quando alcançam os seus objetivos e se destacam”, afirma Ricardo Bianca, especialista técnico senior da Autodesk Brasil.

RAC Engenharia entrega Centro Hospitalar da Fiocruz, para pacientes de Covid-19, em tempo recorde de dois meses

Há quase 20 anos no mercado, a RAC Engenharia S.A de Curitiba, Paraná, referência em construções sustentáveis – foi desafiada a entregar, em caráter emergencial, um Centro Hospitalar à Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz), em Manguinhos, Rio de Janeiro-RJ, para atender pacientes com Covid-19. Para que a construção fosse possível no tempo recorde de dois meses, a empresa utilizou o software Autodesk Revit que permite maior agilidade e assertividade a processos construtivos. O hospital foi projetado e construído em 50 dias. A unidade, inaugurada em maio, conta com 200 leitos para tratamento intensivo e semi-intensivos.

“Essa foi uma obra de grande complexibilidade e só conseguimos entregá-la neste prazo, porque usamos a plataforma BIM e o Autodesk Revit para desenvolver toda a arquitetura e projetos complementares. Com essa tecnologia é possível criar a estrutura da edificação e todos os seus sistemas complementares, como hidráulica, elétrica, tubulações de gás e ar condicionado, por exemplo. A solução nos permite desenvolver projetos muito mais completos de uma forma mais rápida”, afirma Ricardo Cansian, sócio fundador da RAC Engenharia.

Com uma equipe de 22 profissionais na área de projetos em BIM, a construtora conseguiu maior integração entre eles, já que o software funciona como um sistema colaborativo, em que especialistas de diferentes áreas podem acessar à planta ao mesmo tempo para inserir informações e realizar alterações sem causar conflito no projeto. O Revit trabalha com todos os elementos de um projeto de forma sincronizada.

O software também possibilita incluir no projeto informações adicionais, tal como materiais a serem utilizados na, tipo de revestimentos e pinturas, entre outras. E permite a detecção de interferências no andamento da obra.

Dentro do hospital além dos leitos, a RAC Engenharia pôde entregar um pequeno centro cirúrgico e um laboratório para realização de exames nos pacientes. “Por conta do BIM, conseguimos adequar a necessidade da criação destes ambientes paralelamente a execução da obra”, conta Cansian.

Cláudio Pinto, diretor de vendas da Autodesk explica que o Revit veio para mudar o processo de design e modelagem de projetos arquitetônicos. “O software oferece aos engenheiros estruturais as ferramentas de que eles precisam para projetar os projetos de construção e infraestrutura, por meio de um processo simples, colaborativo, de alta qualidade e flexibilidade. É o que tem de mais inovador no mercado”, afirma.

 

Empresa de soluções Light Steel Framing ganha 40% em produtividade usando a metodologia BIM

Há 10 anos no mercado brasileiro, a Smart Sistemas Construtivos é especializada em projetos estruturais para construção a seco utilizando o sistema Light Steel Framing (LSF): estruturas feitas em aço galvanizado. A empresa do Grupo Águia é referência no Brasil, com mais de 300 mil m² projetos elaborados. Além de ser uma das pioneiras no país em maquinários para produção destas estruturas, conta ainda com um catálogo próprio de casas, o Smart Catálogo, que tem venda por sites e totem digital nas lojas Espaço Smart.

Com soluções modernas e práticas, que entregam melhor custo-benefício e rápida implantação, atende clientes que buscam por agilidade, sustentabilidade e inovação. No que diz respeito a elaboração de projetos estruturais, desde 2019, ganhou ainda mais produtividade ao implementar o software BIM Revit da Autodesk para o desenvolvimento dos projetos estruturais.

A empresa passou a usar a tecnologia que, entre outras vantagens, permite maior compatibilidade com outras ferramentas, conectando soluções, a fim de desenvolver a melhor concepção para os seus projetos. Com o Revit foi possível aumentar a produtividade média nas etapas de projeto ao pós-projeto.

“Em relação a 2018, já tivemos um ganho em produtividade dos projetos na média de 30% a 40%. Além de uma comunicação melhor com os clientes, já que a ferramenta tem conectividade com outras utilizadas por eles. Hoje 100% dos projetos da Smart são desenvolvidos em Revit, que garante menor custo para elaboração, assertividade no orçamento e agilidade, gerando uma evolução ao projeto estrutural”, conta Gileade Oliveira, Coordenador de Engenharia da Smart Sistemas Construtivos.

O software ajuda a reduzir o desperdício de recursos, pois permite calcular com maior precisão os materiais a serem usados na obra e o valor do investimento; permite a visualização da estrutura em 3D e modelos inteligentes que ajudam as equipes a antecipar e solucionar problemas ainda na fase do projeto, o que acaba por acelerar a construção; melhora o fluxo de trabalho, possibilitando que todos os colaboradores acompanhem as etapas desde o projeto conceitual à construção e atualizem os dados da obra em tempo real.

Atualmente, a Smart está alisando novos produtos com a Autodesk para aprimorar o uso das soluções de forma completa e cada vez mais integrada. “Para nós, essa parceria reforça a importância da transformação digital como processo primordial para alavancar o desempenho das empresas no ramo da construção civil”, afirma Ricardo Bianca, especialista técnico senior da Autodesk.

Blossom Consult impulsiona uso de BIM nas indústrias de mineração, metalurgia e de óleo e gás

 

A empresa de engenharia Blossom Consult foi fundada há quatro anos com a proposta inicial de atuar com gestão de projetos industriais e, por demanda dos clientes, passou também a atuar fortemente no desenvolvimento de projetos de engenharia. Com um DNA inovador e fundamentado na computação em nuvem, desde os primeiros projetos a companhia soube tirar proveito dos recursos de colaboração disponíveis nas soluções Autodesk. Isso foi fundamental para que ela crescesse de maneira estruturada, com presença em diferentes regiões do Brasil, ampliasse sua equipe e, mais do que isso, fosse protagonista de uma mudança cultural em setores tradicionais como os de mineração, metalurgia e óleo e gás, nos quais a contratação baseada em BIM (Modelagem da Informação da Construção) ainda é pouco usual.

A partir dos primeiros contratos na área de gestão de projetos com empresas de grande porte da cadeia do alumínio – mineração de bauxita, refino da Alumina e fundição de alumínio -, produção de Ferro-Níquel, minério de ferro e siderurgia, a empresa, com sede em Belo Horizonte, adotou a estratégia de abrir escritórios em outras regiões, incluindo Barcarena (PA) e Ipatinga (MG), além de sites de construção em diferentes cidades, conforme  necessidade.

Para atender à crescente demanda e impulsionada por seus clientes a expandir seus serviços para o desenvolvimento de engenharia multidisciplinar, desde o início a Blossom identificou a possibilidade de usar ferramentas como o AEC Collection, Revit e BIM 360 (BIM Docs, Design e Build) para automatizar e habilitar a colaboração em grande escala não só entre os seus escritórios e profissionais envolvidos nos projetos, mas também com participação ativa dos clientes. “Passamos da ideia de comunicação entre sites para um trabalho colaborativo em diferentes localidades”, afirma Frederico Jannotti, sócio da Blossom Consult.

Jannotti conta que os primeiros contratos foram firmados no modelo tradicional de medição por emissão de documentos 2D em A1 Equivalente (formato de documentação). Determinados a desenvolver seus projetos em conformidade com a metodologia BIM, ele explica que a Blossom começou a executar ordens de serviço para ir se adaptando, juntamente com seus clientes, utilizando ferramentas como o Revit e BIM 360 Docs.  Segundo Jannotti, a utilização da metodologia BIM e suas ferramentas não são comuns em projetos no meio industrial. “A Autodesk e sua parceira Buildtech nos apoiaram na trajetória de implantação e consolidação dos trabalhos. Desde os primeiros projetos, a metodologia se mostrou viável e capaz de aumentar exponencialmente a produtividade. O uso massivo das ferramentas se provou muito eficiente, além de que a equipe técnica, juntamente com os clientes, pode fazer contribuições em tempo real ao projeto.”

Assim, os projetos da Blossom ganharam força e a metodologia se consolidou dentro da empresa, bem como na relação com seus clientes. Essa expansão para desenvolvimento da atuação também para projetos de engenharia multidisciplinar, suportada pelo uso das ferramentas rodando na nuvem e com a eficiência trazida pela metodologia, somou-se a uma boa dose de audácia, levando a empresa a liderar uma mudança cultural nas indústrias tradicionais em que vem atuando.

 

Quebra de paradigma e mudança cultural

Em um novo projeto siderúrgico de grande porte, a Blossom teve a confiança de se posicionar frente ao cliente demonstrando as vantagens e fomentando a evolução da forma de contrato aderente à metodologia BIM, e não mais no modelo A1 Equivalente. “Conseguimos mostrar para uma indústria tradicional que novas metodologias e a interação digital entre os times poderiam ser mais eficientes em um formato ‘ganha-ganha’”, diz Jannotti. “Foi uma verdadeira mobilização, que demandou ajustes contratuais e uma mudança cultural nas companhias.” O impacto foi tamanho que atualmente este cliente busca que 100% dos novos contratos de engenharia, não só com a Blossom, mas também com outros fornecedores, sejam firmados conforme a metodologia BIM.

 

Benefícios

A Blossom vem conquistando novos e grandes clientes em diferentes ramos industriais. Para Jannotti, essas conquistas são fruto da reputação construída pela empresa. No entanto, a continuidade e a ampliação de contratos são dependentes do uso eficiente das ferramentas. “Foram chave a assertividade, clareza, conectividade e transparência que conseguimos aportar aos projetos através do uso que fazemos dos softwares. A tecnologia Autodesk, associada à capacidade técnica da Blossom, é aplicada desde um projeto de revisão de conceito de um restaurante até um grande desafio de engenharia industrial”.

Atualmente, a Blossom utiliza as soluções da AEC Collection e do BIM 360. “Fazemos o melhor uso de cada uma delas, ou da associação entre elas, conforme a demanda de cada projeto”, explica Jannotti. “Os ganhos de transparência, colaboração e produtividade são inegáveis e hoje raramente iniciamos um projeto sem ser em BIM.” O executivo ainda acrescenta que “isso advém da força das premissas do BIM e que é necessário usar a melhor solução tecnológica para que os processos de engenharia caminhem sempre para modelos inovadores, eficientes e que tragam resultados de qualidade para os clientes da Blossom”.

 

 

Alliage aposta no Autodesk Inventor como ferramenta de inovação no setor odontológico

Custo benefício da solução da Autodesk apontado pela empresa é 3 vezes maior que outras opções do mercado

A Alliage, uma das maiores empresas brasileiras do setor médico com foco na odontologia, originada da fusão da Dabi Atlante e Gnatus, entende que inovação é chave na indústria em que estão inseridos. Por isso, há um ano, depois de experimentarem algumas soluções de software, optaram por trabalhar exclusivamente com o Autodesk Inventor.

De acordo com Marcos Gual, diretor industrial interino e gerente de TI da Alliage, o processo para instalar e integrar a solução foi facilitado pelo papel consultivo do Parceiro Platinum da Autodesk, a MAPData. Marcos também destaca que o Inventor oferece um custo de manutenção três vezes menor que a ferramenta concorrente que usavam no passado.

Para Joel Correia de Araujo Junior, engenheiro mecânico que atua no Departamento de Inovação e Engenharia da empresa,”a ferramenta da Autodesk (Inventor 2019) foi implementada na companhia com o principal objetivo de buscar a interação e a dinâmica entre os profissionais que compõem o Departamento de Inovação e Engenharia da empresa”.

De acordo com Joel, este objetivo foi atingido, sendo possível a interação entre todos os engenheiros e fornecedores em uma única linguagem, por meio desta solução.

“A implementação do Inventor sem dúvida foi bem sucedida. A nossa equipe teve um bom rendimento, pois se trata de uma ferramenta que apresenta um ambiente bem intuitivo. Outro ponto importante é o suporte. A equipe da Autodesk sempre apresentou um treinamento muito bem elaborado que auxiliou em resoluções nas dificuldades operacionais do software”, afirma Joel.

“Uma das aplicações em design e modelamento 3D no Inventor, que resultou em um importante produto no segmento  médico e odontológico, foi o projeto do nosso Tomógrafo RX Panorâmico”, conclui.

Para a Autodesk, é importante que a tecnologia que fornecemos seja uma vantagem competitiva para nossos clientes, tanto no que diz respeito à tecnologia em si, quanto na questão de vantagens no negócio.

 

Startup de construção de Maringá inova no processo de remodelagem do concreto armado usando design generativo

A Hone Structures, startup de construção civil criada pelo engenheiro estrutural Marcos Silveira, doutorando na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Brasil, e na Universidade de Windsor, no Canadá, viu no design generativo – tecnologia que usa algoritmos para fornecer inúmeras soluções de design para chegar na combinação perfeita entre estética, funcionalidade e estrutura para um produto final – uma oportunidade para inovar no processo de remodelagem do concreto armado, técnica mais utilizada em todo o mundo para construção de estruturas. A ideia é criar projetos e construções com formas mais leves, sustentáveis e eficientes.

Considerado um dos produtos mais consumidos pelo homem, ficando atrás apenas da água, o concreto quase não passou por evoluções em sua formulação, contando com uma atividade de fabricação muito tradicional e limitada. A ideia de Silveira pode revolucionar a indústria com o uso de tecnologias modernas que permitem otimizar recursos ao usar menos material e reduzir tempo e custos de produção.

Em 2019, Silveira inscreveu sua startup, ainda em fase de projeto, no programa de Residência Intensiva de AEC da Autodesk , empresa líder em software 3D de projeto, engenharia e entretenimento, e foi selecionado como residente. No programa recebeu o desafio de desenvolver uma proposta de consórcio para a construção de uma ponte que servirá como modelo de projeto de concreto armado sustentável, utilizando design generativo e robótica.

Como parte do programa, ele passou duas semanas no Centro de Tecnologia da empresa, em Toronto, onde recebeu treinamentos e acesso aos programadores de design generativo e pôde amadurecer o desenvolvimento dessa tecnologia na startup. O engenheiro também passou pelo Centro de Inovação da Autodesk em Boston, onde ficou três semanas e pôde conhecer empresas focadas em manufatura aditiva (robótica) aplicada à construção. Durante a viagem, ele fez relacionamento com outras startups de inovação, que podem tornar-se parceiras no desenvolvimento do projeto da ponte, assim como em iniciativas futuras da Hone Structures.

O programa da Hone com a Autodesk, que é uma espécie de aceleração, segue em andamento e tem longa duração. Silveira está em busca de parceiros para incorporar tecnologias já existentes no mercado, sejam equipamentos como impressora 3D ou softwares de inteligência artificial, para poder viabilizar seu primeiro grande projeto: a primeira ponte construída usando robótica e design generativo.

Espírito de Parceria e Tecnologia são estratégicos para construção de hospital em 33 dias

Com a necessidade de atender a população da comunidade de M`boi Mirim em São Paulo, por conta do avanço da Covid-19, as empresas Tecverde e Brasil ao Cubo foram desafiadas a projetar e construir um hospital permanente com 100 leitos em menos de 40 dias. A instituição será doada para a comunidade após o fim da pandemia.

O projeto foi pioneiro não apenas pela complexidade e agilidade, mas pelos processos e tecnologia aplicados na produção do mesmo.

A Tecverde tem desde sua inauguração, há 11 anos, a tecnologia como DNA. Seu propósito é criar processos de industrialização para a construção civil. Para isso, desde 2015 tem usado o software Autodesk Revit para criação e produção de sistemas modulares. Hoje esse processo está muito mais sofisticado. A Tecverde chega a “descontruir” projetos elétricos e hidráulicos a fim de levantar dados detalhados de componentes para que o orçamento da obra seja feito com precisão e evite-se o desperdício.

Quando a Brasil ao Cubo, construtech que tem como missão a aceleração da construção para entrega de projetos em curto prazo, foi chamada para este projeto, avaliou que a Tecverde, pela premissa do uso da tecnologia para agilidade e melhor aproveitamento de materiais, seria o melhor parceiro para atender às expectativas de cronograma com qualidade.

Com esse espírito de parceria, as empresas uniram a tecnologia da estrutura modular da Brasil ao Cubo com as informações dos sistemas elaborados pela Tecverde.

“Seria humanamente impossível executar uma obra tão complexa e em tempo tão limitado sem o uso da metodologia BIM (Building Information Modeling)”, afirma Pedro Moreira, diretor técnico da Tecverde.

Segundo Moreira, o uso do Revit para modelar as disciplinas de arquitetura e instalações, já adotado em outras obras executadas pela empresa, facilitou muito a integração de informações e a conexão de dados com o ERP.

“Sem isso seria impossível lidar com o fluxo de informações que a obra demandava”, conclui.

Na prática a obra acontecia simultaneamente em 4 frentes (estrutura, paredes, montagem e campo), com 100 pessoas envolvidas. Os módulos foram fabricados e montados nos estados de Santa Catarina e Paraná e levados por caminhões até São Paulo. A estrutura é toda feita em aço.

 

“Poucas empresas estão olhando para o futuro da construção como a Tecverde. A pré-fabricação aponta para os temas da sustentabilidade e da união de manufatura e construção, apoiadas no BIM. Só com essa visão de aplicação de tecnologia uma obra dessas é possível neste prazo”, afirma Ricardo Bianca, especialista técnico sênior da Autodesk Brasil.

 

O hospital foi financiado pela prefeitura de São Paulo, Gerdau, Einstein e Ambev.

 

Equipe da Tecverde envolvida no Projeto:

 

Projetos de Produção e Montagem

Eng. Civil Larriê Cardoso

Eng. Civil Caio Ferreira

Eng. Civil Jeferson Maeda

Projetos de Instalações Hidrossanitárias e Gases Hospitalares

Eng. Civil Jayme Andreatta

Projetos de Instalações Elétricas e Chicotes Elétricos

Eng. Civil Felipe Biffi

Projetos Executivos de Acabamentos (Arquitetura)

Arq. Felipe Ost

Estagiário Eng. Civil Ian Andruszewicz de Oliveira

Coordenação

Arq. Pedro Virmond Moreira