Startup de construção de Maringá inova no processo de remodelagem do concreto armado usando design generativo

A Hone Structures, startup de construção civil criada pelo engenheiro estrutural Marcos Silveira, doutorando na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Brasil, e na Universidade de Windsor, no Canadá, viu no design generativo – tecnologia que usa algoritmos para fornecer inúmeras soluções de design para chegar na combinação perfeita entre estética, funcionalidade e estrutura para um produto final – uma oportunidade para inovar no processo de remodelagem do concreto armado, técnica mais utilizada em todo o mundo para construção de estruturas. A ideia é criar projetos e construções com formas mais leves, sustentáveis e eficientes.

Considerado um dos produtos mais consumidos pelo homem, ficando atrás apenas da água, o concreto quase não passou por evoluções em sua formulação, contando com uma atividade de fabricação muito tradicional e limitada. A ideia de Silveira pode revolucionar a indústria com o uso de tecnologias modernas que permitem otimizar recursos ao usar menos material e reduzir tempo e custos de produção.

Em 2019, Silveira inscreveu sua startup, ainda em fase de projeto, no programa de Residência Intensiva de AEC da Autodesk , empresa líder em software 3D de projeto, engenharia e entretenimento, e foi selecionado como residente. No programa recebeu o desafio de desenvolver uma proposta de consórcio para a construção de uma ponte que servirá como modelo de projeto de concreto armado sustentável, utilizando design generativo e robótica.

Como parte do programa, ele passou duas semanas no Centro de Tecnologia da empresa, em Toronto, onde recebeu treinamentos e acesso aos programadores de design generativo e pôde amadurecer o desenvolvimento dessa tecnologia na startup. O engenheiro também passou pelo Centro de Inovação da Autodesk em Boston, onde ficou três semanas e pôde conhecer empresas focadas em manufatura aditiva (robótica) aplicada à construção. Durante a viagem, ele fez relacionamento com outras startups de inovação, que podem tornar-se parceiras no desenvolvimento do projeto da ponte, assim como em iniciativas futuras da Hone Structures.

O programa da Hone com a Autodesk, que é uma espécie de aceleração, segue em andamento e tem longa duração. Silveira está em busca de parceiros para incorporar tecnologias já existentes no mercado, sejam equipamentos como impressora 3D ou softwares de inteligência artificial, para poder viabilizar seu primeiro grande projeto: a primeira ponte construída usando robótica e design generativo.

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